por Tatiana Bevilacqua 

A troca que a cia. víÇeras realizou com a Cia. Brasileira de Teatro foi extremamente frutífera. A primeira surpresa foi chegar à oficina que estava sendo proposta pelo grupo e ter praticamente um encontro exclusivo: além dxs integrantes da víÇeras, somente outras duas pessoas compareceram. Entre os exercícios de narração que Marcio Abreu propôs, aconteceram muitos diálogos sobre a nossa cidade; um escambo de impressões e olhares. Ora captávamos nossa cidade sob as lentes pelas quais nossos visitantes a enxergavam; ora contaminávamos a Cia. Brasileira com as nossas visões. Longe de termos chegado a qualquer impressão totalizante, contamos e recontamos imagens e situações reais ou imaginadas da capital brasileira. Os exercícios que fizemos juntxs foram de uma simplicidade tão grande que se tornaram complexos. Algumas horas divertidas puderam ser compartilhadas. Horas em que, mais uma vez, pudemos misturar em harmonia perfeita trabalho e desfrute. Para nos lembrarmos de que trabalhar não é sofrer: quem inventou isso não pôde reconhecer a si mesmx no seu fazer. Naquelas horas compartilhadas, pude. 

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