Do Espetáculo

Um Ensaio Repetitivo e Monótono

Este espetáculo é resultado de quase 1 ano de pesquisa do Núcleo de Experimentação Cênica (NEC) – grupo teatral fundado em Março de 2010. O projeto encontra-se atrelado à Universidade de Brasília por estar vinculado à disciplina de Direção Teatral, orientada por Jesus Vivas,e, embora ele esteja sendo efetivamente montado desde o início deste ano, as pesquisas para a criação desta peça têm início em Julho de 2010. Além do acolhimento encontrado na Universidade de Brasília, o projeto contou com importante apoio do Espaço Cultural 508 Sul, onde dispõe de orientações com a atrizprofessora e diretora Adriana Lodi.
O espetáculo é marcado por uma dramaturgia que privilegia a geração de sentidos por todos os componentes do espetáculo, não se limitando ao texto propriamente dito. Trata-se de uma peça que fala da transformação do eu. Assim, o que o espectador presencia é a trajetória de um ser humano que pára de enxergar no outro sua fonte de luz, sua razão de ser. Na contemporaneidade onde as pessoas estão cada vez menos conectadas a si, nasce uma narrativa que, passeando entre brincadeiras infantis e relações de posse e aprisionamento do outro, exibe a belezada redescoberta de si mesmo a partir de uma situação que a princípio personifica o próprio fim da vida. Um Ensaio Repetitivo e Monótonotraz à tona a reflexão sobre o movimento inevitável de mudança da vida e a transformação que isso gera.

“Gosto de ver casulos de borboletas. Lagartas feias que adormeceram, esperando a mágica metamorfose. De fora olhamos e tudo parece imóvel emorto. Lá dentro, entretanto, longe dos olhos e invisível, a vida amadurece vagarosamente.
Chegará o momento em que ela será grande demais para o invólucro que a contém. E ele se romperá. Não lhe restará outra alternativa, e a borboleta voará livre, deixando sua antiga prisão...” (Rubem Alves – Reverência pela Vida)


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